Por que a tese de João Paulo Lima foi eleita a melhor de 2019

Doutor João Paulo Barreto descreve a vida que teve na sua vida na aldeia contada na forma de relatos, reunidos no seu trabalho de doutorado

A pesquisa intitulada “Kumuã na kahtiroti-ukuse: uma “teoria” sobre o corpo e o conhecimento prático dos especialistas indígenas do Alto Rio Negro”, do antropólogo amazonense João Paulo Lima Barreto, primeiro indígena titulado doutor pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), foi escolhida como melhor tese de doutorado, na área de antropologia/arqueologia, defendida no Brasil no ano de 2021.

O trabalho de Barreto foi escolhido entre os melhores das 49 áreas de produção científica reconhecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e foi anunciado na lista de vencedores da 17ª edição do Prêmio CAPES de Tese.

Natural de São Gabriel da Cachoeira, nascido na aldeia São Domingos, da etnia tukano, João Paulo lançou o livro gerado de sua tese em julho deste ano. O pesquisador faz parte do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI), ligado ao departamento de Antropologia da UFAM.

O trabalho de João Paulo formalizado na tese fala do tratamento do corpo de acordo com a cosmologia tukano. O livro percorre o caminho inverso da tradição científica, que teve no homem não indígena a prática comum de explicar a cultura dos indígenas. Agora, é um nativo que apresenta a sua própria cultura sob as formas científicas exigidas e consagradas pela academia. Um trunfo considerável de Barreto.

Texto retirado do site BNC. Clique aqui para ler o conteúdo original.

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